A Casa de Protecção à Rapariga foi hoje oficialmente inaugurada em Faro. A cerimónia contou com a presença do ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva.
Num terreno cedido pela edilidade farense, o edifício de três andares foi construído de raiz. Situa-se junto à ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários. E tem capacidade para acolher 36 raparigas entre os 12 e os 18 anos. Neste momento estão já sobre orientação da instituição sete raparigas.
Trata-se de uma causa da Junta Diocesana de Faro, cuja ideia remonta ao ano de 1998. Viu agora a luz do dia com participação financeira do município de Faro, da Segurança Social, e apoios de mais de 30 entidades entre empresas e associações.
O objectivo é abrigar raparigas desfavorecidas, e num tempo médio de acolhimento de seis meses, orienta-las para a inserção social. “O mais difícil está para vir”, disse a presidente da Direcção da Junta Diocesana de Faro, Filomena Rosa, referindo-se “ao desafio que será transformar histórias de vida menos felizes”.
As palavras de apoio não se fizeram esperar, quer por parte do ministro quer por parte do edil farense, José Apolinário, que enalteceram a causa, considerando ser das “mais exigentes e complexas ao nível social”, pelo que “todos os que contribuíram estão de parabéns”.
Na Casa de Protecção à Rapariga vão trabalhar cerca 17 funcionários, entre administrativos, auxiliares e técnicos. A instituição vai acolher raparigas não só do Algarve mas de todo o país e até do estrangeiro. Filomena Rosa adiantou que está prestes a chegar uma menina romena.
Na ocasião esteve também o Bispo do Algarve, D. Manuel Neto Quintas, que benzeu o espaço na presença de algumas dezenas de convidados.



























