Um grupo de activistas auto-denominado Verde Eufémia, no passado dia 17 de Agosto entrou na Herdade da Lameira, no concelho de Silves e destruiu cerca de um hectare de um campo de cultivo de milho geneticamente modificado.
O cultivo na Herdade da Lameira, conforme já foi informado pelas entidades competentes, designadamente o Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, "cumpre todos os requisitos estipulados na lei, nomeadamente o isolamento do campo e a respectiva zona de refúgio com uma variedade de milho convencional e o semeio de variedades autorizadas".
Também o proprietário da Herdade da Lameira, José Menezes, participou em acções de formação e técnicos da DRAP Algarve procederam a acções de controlo e inspecção, tendo confirmado que estão a ser cumpridos todas as exigências da lei.
Nessa situação, o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, decidiu deslocar-se à Herdade da Lameira, ainda esta tarde, pelas 15:00 horas, com o objectivo de ver no terreno os prejuízos causados pela acção ilegal dos activistas do Verde Eufémia.
Refira-se que José Menezes garantiu que iria apresentar queixa contra os intervenientes naquela acção de destruição, arriscando-se os activistas a uma pena de multa ou prisão até três anos.
Na sequência da acção de destruição da plantação onde o proprietário, José Menezes, previa uma colheita de 30 toneladas de milho, sofreu um princípio de ataque cardíaco e teve de receber assistência médica.
Luís Grifo, o técnico que presta assistência àquela cultura, já referiu que a plantação é legal, pois respeita as distâncias de segurança e as exigências impostas para o cultivo de OGM Organismos Geneticamente Modificados (transgénicos).
Proprietário indignado
José Menezes, 56 anos de idade, agricultor e proprietário da Herdade da Lameira, disse aos jornalistas sentir-se revoltado com a atitude dos jovens que fizeram o protesto, actuando de cara tapada.
"Quero pôr uma acção contra os activistas mas nem sequer sei quem eles são, porque estavam de cara tapada" afirmou José Menezes, referindo também em jeito de desabafo que "se a GNR não os identificou eu vou tratar disso".
Recorde-se que os activistas, muitos deles estrangeiros, tinham as caras tapadas com panos e máscaras para, segundo disseram, se protegerem do «polén transgénico».
Após terem saído do terreno, cerca das 13:00 horas de sexta-feira, seguiram em direcção a Poço Barreto, escoltados pela GNR, numa acção de sensibilização da população contra os transgénicos.
Os activistas empunhavam cartazes em que se lia "Algarve sem transgénicos" e "Transgénicos perigo contaminação".
A acção foi promovida pelo recém-criado movimento Verde Eufémia, tendo contado com a adesão de alguns agricultores biológicos, que discordam dos OGM.

























